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Quarta, 05 Abril 2017 11:43 Última modificação em Sexta, 07 Abril 2017 15:32

Mobilização nas ruas e no local de trabalho rumo à greve geral

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País: Brasil / Laboral/Economia / Fonte: Vermelho

A base de apoio de Michel Temer na Câmara dos Deputados anda em desacordo. Aprovar as reformas da Previdência Social e Trabalhista ainda no primeiro semestre tem se mostrado mais difícil na prática. As centrais de trabalhadores querem aumentar a pressão sobre os deputados e senadores com as mobilizações durante o mês de abril. Assembleias, plenárias, atos, panfletagens proliferam pelo país rumo à greve geral do dia 28 de abril.

“Querem acabar com a Previdência Social, com a aposentadoria, com conquistas históricas da classe trabalhadora. Querem impor a jornada diferenciada zero hora, sem garantias, terceirizar geral, mas vamos derrotar tudo isso. No dia 28 de abril vamos fazer a maior greve que este País já viu, mandar um recado ao presidente Temer e ao Congresso Nacional e rejeitar as propostas do governo”, afirmou Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. A categoria aprovou em assembleia no dia 31 de março a participação na greve geral.

Transportes

Além dos metalúrgicos, os trabalhadores no setor de transporte rodoviário interestadual e intermunicipal de São Paulo também reforçam a mobilização para o dia 28. Segundo o presidente do Sindicato dos rodoviários e secretário de Transportes da Nova Central, José Alves do Couto Filho (Toré), "a categoria vai aderir 100% ao dia 28 de abril e paralisar suas atividades".

Os metroviários de São Paulo sinalizaram pela adesão à greve geral. De acordo com comunicado da entidade, a manifestação do dia “15/3 demonstrou que é possível fazermos uma Greve Geral. Para barrar as Reformas da Previdência, Trabalhista e a Terceirização do governo Temer é fundamental que as Centrais construam uma proposta em unidade, apesar das posições políticas divergentes”. 

Metalúrgicos

Para o presidente do sindicato dos metalúrgicos de Camaçari (BA), Paulo Bonfim, a classe trabalhadora não vai aceitar as mudanças na Previdência e nas relações de trabalho, que ignoram a importância das regras especiais dos trabalhadores rurais e professores, promovem enorme restrição de direitos e precarização sem precedentes na área trabalhista. O sindicato está em processo de mobilização dos trabalhadores para o dia 28.

Na capital, os movimentos sociais e as centrais também estão em processo de mobilização para o dia 28. “Os trabalhadores têm papel fundamental na luta para impedir esses retrocessos do governo Temer. Não podemos admitir que acabem com direitos históricos da classe trabalhadores. Por isso, precisamos tomar as ruas e mostrar nossa força. Todos juntos e fortes para fazer um grande movimento na greve geral do dia 28 de abril”, convocou Aurino Pedreira, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil na Bahia (CTB-BA).

Pressão nos parlamentares

No Pará, as entidades sindicais iniciaram nesta terça-feira (3) reuniões com parlamentares em busca de apoio contra as reformas de Temer. O primeiro encontro reuniu o deputado Paulo Rocha (PT) e assessoria do deputado Edmilson Rodrigues (Psol) e representantes do Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco-PA), CTB, CUT, Sindmar, Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Pará e do Sindicato dos Trabalhadores de Trânsito (Sindtran-PA)

"Demonstrou a quadra política vivenciada no congresso e nas ruas, a necessidade de ampliar as mobilizações da classe trabalhadora e continuar o diálogo com os parlamentares para barrar as reformas previdência e trabalhista", afirmou Cleber Rezende, vice-presidente da CTB-PA. Novo encontro com parlamentares está previsto para a segunda-feira (10).

Construção Civil

"Diante do modelo que está desenhado, não enxergamos outro caminho, é preciso tomar as ruas, mostrar a força dos trabalhadores", destacou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção civil do município do Rio de Janeiro (Sintraconst-RJ), Carlos Antonio.

O Sintraconst-Rio prepara junto com a Força Sindical na cidade mobilização ainda maior do aquela vista dia 15 de março, na caminhada da Candelária até a Central do Brasil.

"Os ataques do governo não são somente em relação à aposentadoria e aos direitos trabalhistas, são também contra o movimento sindical, querem esmagar a atuação dos sindicatos", completou Carlos Antonio.

Ação unitária

As centrais de trabalhadores divulgaram convocatórias aos sindicatos filiados orientando para a preparação da greve do dia 28 de abril. Na última sexta-feira (31), as entidades lançaram material unitário explicativo sobre os impactos da reforma de Temer para apoiar o trabalho de mobilização. Clique AQUI para acessar. 

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