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Quarta, 10 Mai 2017 15:45 Última modificação em Sábado, 13 Mai 2017 11:08

Milhares de pessoas ocupam Curitiba contra perseguição de Lula pela Justiça

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País: Brasil / Reportagens / Fonte: Diário Liberdade

Dezenas de milhares de pessoas ocuparam as ruas de Curitiba para apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que presta depoimento na tarde desta quarta-feira (10) à Justiça Federal.

Calcula-se que aproximadamente 50 mil pessoas foram à capital do estado do Paraná se mobilizar em defesa de Lula. Os movimentos sociais organizaram caravanas vindas de todo o Brasil para a cidade.

A ex-presidenta Dilma Rousseff, destituída em meio à onda desestabilizadora encabeçada pela Operação Lava Jato, acompanhou Lula em sua chegada à cidade paranaense. Também compareceram importantes nomes do movimento popular, como João Pedro Stédile (dirigente nacional do MST) e Vágner Freitas (presidente da CUT), além de diversos parlamentares do PT.

Uma marcha de sindicalistas, sem-terra, jovens, mulheres e membros de movimentos sociais e partidos de esquerda, como PCdoB e PCO, encheu as ruas da cidade.

Ela saiu de um acampamento montado na noite de segunda (8), que recebeu milhares de pessoas. As atividades iniciaram ontem (9), com concentração de sem-terras, conferências, culto ecumênico e aula pública de juristas criticando a Lava Jato.

Também seriam montados acampamentos próximos ao local onde Lula presta depoimento, mas a Justiça impediu sua realização na semana passada.

Clima de ditadura

A Polícia Militar organizou uma operação de guerra para o dia do depoimento. No início desta semana, foi divulgado nas redes sociais um vídeo mostrando o treinamento das forças de segurança em Curitiba, que pareciam estar se preparando para um confronto com outras tropas.

A página que veiculou a gravação, aparentemente dirigida por policiais paranaenses, escreveu que isso era um aviso à CUT e ao MST.

Dezenas de ônibus que chegaram em Curitiba levando manifestantes foram parados para revista da polícia. Durante a concentração do MST na terça, enchadas de sem-terra foram confiscadas.

Durante todo o dia desta quarta-feira as ruas da cidade estão com forte esquema policial, reunindo forças de repressão que continuam a intimidar o povo que se deslocou até Curitiba.

Perseguição

A Justiça intensificou suas ações políticas na última semana, em meio à mobilização popular contra a possível prisão de Lula.

O juiz Sérgio Moro negou pedido da defesa do ex-presidente para adiar seu depoimento, embora tenha feito isso a contragosto de Lula ao transferir do dia 3 para hoje o encontro.

A Justiça também negou outro pedido da defesa do político, que gostaria que o depoimento fosse gravado e transmitido na íntegra para evitar distorções midiáticas.

Outra ação considerada arbitrária e denunciada pela mídia alternativa e nas redes sociais foi a suspensão das atividades do Instituto Lula, em São Paulo, anunciada na terça pela Justiça Federal do Distrito Federal. A decisão foi baseada numa hipótese de que o local poderia ter sido utilizado para ações criminosas, a partir da interpretação que um juiz substituto fez de um depoimento de Lula à Justiça.

Lula é acusado de ter um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo, construído por construtoras como “agrado” ao ex-presidente. Entretanto, ainda não conseguiu se provar que ele é o verdadeiro proprietário do imóvel.

O ex-líder sindical e fundador do PT chegou no final da manhã a Curitiba, e se dirigiu ao prédio da Justiça Federal para prestar depoimento a Moro, amplamente criticado pelos movimentos sociais e por boa parte da população por ser parcial e perseguir Lula.

Moro, conforme revelado por documentos filtrados pelo Wikileaks, possui um histórico de estreitas ligações com os EUA, tendo recebido cursos no país e ministrado palestras em Curitiba organizadas pelo Departamento de Justiça estadunidense.

Principal agente da Operação Lava Jato, que paralisou atividades da Petrobas e de diversos ramos da economia do Brasil e que prendeu muitos políticos ligados aos governos Lula e Dilma mas não opositores, Moro é tido como parcial até mesmo por seus simpatizantes.

Antipetistas e anticomunistas consideram Moro o “herói do Brasil” pelos seus “feitos”. De forma involuntária, no entanto, é colocado como um adversário de Lula aos seus simpatizantes e mesmo a imprensa se referirem ao embate “Moro X Lula”.

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