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Domingo, 19 Fevereiro 2017 11:49 Última modificação em Terça, 21 Fevereiro 2017 12:57

Israel se move rapidamente em direção a um Estado de apartheid

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País: Palestina / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Vermelho

Em entrevista coletiva, nesta semana, com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o presidente norte-americano Donald Trump disse que os Estados Unidos não mais insistiriam na criação de um Estado palestino.

A Sputnik International discutiu o assunto com Menachem Klein, professor de ciência política na Universidade Bar-Ilan de Israel.

Quando questionado sobre sua posição a respeito dos assentamentos israelenses em territórios palestinos, Trump pediu a Netanyahu que "retivesse os assentamentos por um tempo". Por sua vez, Netanyahu disse esperar "chegar a um entendimento" com o presidente norte-americano sobre a questão.

"Depois de ver o presidente Trump, Netanyahu disse que não iria restringir a expansão dos assentamentos de Jerusalém, então em Jerusalém veremos mais assentamentos e nada do que Trump solicita", disse Klein.

Quando perguntado sobre sua opinião geral sobre Trump e a decisão do magnata de descartar décadas de apoio dos EUA a um Estado palestino independente, o professor afirmou que o presidente era "ignorante sobre os detalhes e a história das negociações israelo-palestinas".

"Ele disse recentemente que os palestinos deveriam reconhecer Israel, mas os palestinos reconheceram Israel em setembro de 1993. O que ele está dizendo é: 'Eu tenho muitas coisas para fazer em casa, então vá e negocie, é isso. Tudo com que você concordar, eu vou apoiá-lo'”, disse Klein, referindo-se à atitude de Trump diante de Israel.

O professor observou ainda que Israel é muito mais poderoso do que a Palestina e quer ditar seus termos para o outro lado sem quaisquer terceiras partes tentando alcançar um equilíbrio.

"Isso não levará a um acordo. Os palestinos não irão a lugar nenhum e Israel eventualmente enfrentará um problema demográfico ou uma fórmula de uma-pessoa-um-voto, e a opção de dois Estados voltará à mesa", opinou.

Sobre a decisão de Trump de transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, o professor disse que muitos chefes de Estado árabes alertaram Washington a reconsiderar a medida, argumentando que a questão de Jerusalém é ainda mais séria do que a dos assentamentos judaicos.

"É um ato simbólico, mas ainda é muito importante", explicou Klein.

Enquanto isso, porém, sinais vindos de Washington parecem indicar que a transferência da embaixada pode não acontecer tão cedo.

A política dos Estados Unidos oficialmente diz que a embaixada do país em Israel deve ser transferida para Jerusalém. No entanto, os presidentes anteriores dos EUA optaram por não prosseguir com a transferência, usando uma dispensa presidencial a cada seis meses. A última delas expirará em 1º de junho, e não está claro se Trump poderia transferir a embaixada antes disso.

"Talvez em junho, quando israelenses e judeus em todo o mundo estiverem celebrando o 50º aniversário da ocupação israelense de Jerusalém, Trump decidirá dar esse presente a Bibi [Netanyahu]", observou o professor Klein.

Ele acrescentou ainda que para Israel a mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém significaria o reconhecimento oficial de Jerusalém como parte do Estado judeu e a anexação israelense da cidade.

Klein disse ainda que a solução de dois Estados permanece possível, mas não fácil.

"A única maneira para que a solução de um Estado se torne viável é que Israel se torne um Estado de apartheid, e os israelenses estão agora indo muito rapidamente em direção a um Estado de apartheid. Quanto à opinião pública, ela vai mudar dependendo das circunstâncias. Aqui muito depende dos palestinos, que estão passivos agora", afirmou o professor.

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