Publicidade

Diário Liberdade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Domingo, 19 Março 2017 21:15 Última modificação em Domingo, 19 Março 2017 21:23

Teodora, sob a capa da “ciência económica”

Avalie este item
(1 Voto)
País: Portugal / Laboral/Economia / Fonte: Jornal Mudar de Vida

[Pedro Goulart] As declarações de Teodora Cardoso à Rádio Renascença e ao Público sobre o défice orçamental de 2016 (que ficou em 2,1% do PIB), geraram forte polémica.

 Anteriormente, a economista considerava que atingir a meta proposta pelo governo era uma questão de fé. “Houve milagre?”, perguntaram-lhe agora os jornalistas. “Até certo ponto, houve”, respondeu ela.
Desde Janeiro de 2012 à frente do Conselho de Finanças Públicas, nomeada pelo governo Coelho-Portas, Teodora Cardoso defendeu a linha dos chamados cortes “estruturais”, afirmando que o programa do PSD-CDS era “prudente, credível e fundado na melhor e mais sofisticada ciência económica” e que, por isso, a sua “racionalidade” a levava a saudar essas medidas “científicas”. Nas suas análises e previsões, esteve geralmente com a troika, em companhia da Comissão Europeia, do FMI, da OCDE e do ministro das Finanças alemão Wolfgang Schauble.

Na dita entrevista, Teodora valoriza as ameaças de sanções por parte da Comissão Europeia, que, a seu ver, terão sido o factor determinante para fazer inflectir a orientação inicial do Orçamento do Estado elaborado pelo governo PS, obrigando nomeadamente a “cortes muito profundos no investimento público”.

Na mesma linha, desvaloriza a redução do défice conseguido em 2016. Agitando o pecado de “logo a seguir voltarmos a fazer despesas”, acaba por enaltecer os méritos disciplinadores do chamado Procedimento por Défice Excessivo — vulgo, austeridade e tutela por parte da troika.

Dizendo-se apartidária, Teodora Cardoso é um exemplo de como, sob a capa da “ciência económica”, se presta serviço a uma classe, defendendo os seus privilégios, com o único propósito de que os negócios capitalistas prosperem contra todos os obstáculos — se necessário, como no caso do consulado PSD-CDS, à custa do empobrecimento impiedoso dos assalariados.

Não admira que Passos Coelho tenha saído em sua defesa dizendo-a “competente e idónea” e assegurando que a senhora “sempre teve um posicionamento político que não é próximo do PSD”.

Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Doaçom de valor livre:

Microdoaçom de 3 euro:

Adicionar comentário

Diário Liberdade defende a discussom política livre, aberta e fraterna entre as pessoas e as correntes que fam parte da esquerda revolucionária. Porém, nestas páginas nom tenhem cabimento o ataque às entidades ou às pessoas nem o insulto como alegados argumentos. Os comentários serám geridos e, no seu caso, eliminados, consoante esses critérios.
Aviso sobre Dados Pessoais: De conformidade com o estabelecido na Lei Orgánica 15/1999 de Proteçom de Dados de Caráter Pessoal, enviando o teu email estás conforme com a inclusom dos teus dados num arquivo da titularidade da AC Diário Liberdade. O fim desse arquivo é possibilitar a adequada gestom dos comentários. Possues os direitos de acesso, cancelamento, retificaçom e oposiçom desses dados, e podes exercé-los escrevendo para diarioliberdade@gmail.com, indicando no assunto do email "LOPD - Comentários".

Código de segurança
Atualizar

Publicidade
Publicidade

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Ritech

O Diário Liberdade utiliza cookies para o melhor funcionamento do portal.

O uso deste site implica a aceitaçom do uso das ditas cookies. Podes obter mais informaçom aqui

Aceitar