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Diário Liberdade
Segunda, 05 Março 2018 00:00 Última modificação em Terça, 13 Março 2018 01:02

Apresentou-se Via Galega, com apoio de meia centena de coletivos sociais, sindicais, agrários e culturais

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País: Galiza / Direitos nacionais e imperialismo / Fonte: Diário Liberdade

Decorreu na manha do passado sábado, 3 de março, na cidade de Compostela a presentaçom pública da plataforma Via Galega conformada por meio cento de entidades.

O 162 aniversario do Banquete de Conjo1 foi a conjuntura escolhida polo seu acumulado histórico para o campo do soberanismo galego.

Sob as palavras de ordem “Galiza vive umha situaçom de emergência nacional” escritas na folha volante repartida entre as 200 assistentes ao ato na defesa dos direitos nacionais, iniciou-se a apresentaçom pública. Remarcou-se ao longo da estreia o objetivo central do espaço que é defesa do carácter nacional da Galiza e o direito de autodeterminaçom do povo galego e a intençom de aglutinar qualquer entidade, coletivo e individualidade que compartir a necessidade de dotar o povo galego de um instrumento para transversalizar e alargar as reivindicaçons nacionais galegas.

Somos umha naçom. Temos direitos. Fagamos ouvir a nossa voz” é o titulo do manifesto de Via Galega que destaca a incapacidade das galegas e galegos de decidir sobre sectores chave da nossa economia, sobre o aproveitamento dos nossos recursos estratégicos, a nossa estrutura territorial ou na gestom das infraestruturas básicas para a vertebraçom de Galiza coma país.

María Xosé Bravo2 leu o manifesto que fai leitura dos 35 anos de autonomia que conduz a configuraçom de Galiza coma “um país mais subordinado e dependente” e indica que nestes “tempos cruciais” temos “como povo fazer ouvir a nossa voz para evitar umha posiçom subalterna” o manifesto assevera o caráter de Galiza como naçom e o povo galego como “sujeito político diferenciado titular dos direitos coletivos” assinado em novembro do 2017 por sete entidades promotoras este manifesto conclue em referencia ao direito de autodeterminaçom do povo galego.

O ato foi conduzido polo artista galego Xurxo Souto, contou com a atuaçom musical de Caxade e as intervençons de Suso Seixo, María Xosé Bravo, Antón Laxe, Susana Méndez, Bruno Lopes e María Bara.

Suso Seixo3, durante a sua intervençom, sublinhou as ideias chave que motivárom a criaçom da Plataforma: “trabalhar para criar consciência nacional, socialmente maioritária, a partir de reclamarmos o direito a exercer livremente a nossa autodeterminaçom”.

Destacou que as políticas promovidas nos últimos anos desde diversas instáncias tanto de ámbito estatal como da Unióm Europeia, estám a acentuar a dependência e o caráter periférico de Galiza “com umha perda importante de peso a nível político, económico e mesmo demográfico”.

Fijo alusom também ao corte de direitos e liberdades que se estam a produzir no Estado espanhol, que tem o seu máximo expoente no assédio sobre o povo catalám e as suas instituiçons democráticas.

Suso Seixo concluiu pondo em destaque que Via Galega nom tem como finalidade disputar o espaço eleitoral, ou ocupar o espaço de ninguém, se nom que nasce “com o firme propósito de cobrir um lugar que é preciso articular no nosso país, polo bem dos interesses do nosso povo”.

Bruno Lopes4, na sua intervençom, em nome dos centros sociais aderidos à Plataforma saudou o nascimento positivamente e aproveitou para “reivindicar o papel dos centros sociais na articulaçom de bases sociais de resistência” e valorizar “os espaços libertados onde debater, difundir e criar ideias, discursos e mensagens que estám fora do culturalismo oficial e sistémico”.

Lopes salientou o caráter de colaboraçom e diálogo que se da entre as diferentes correntes do independentismo e nacionalismo no espaço que conformam os centros sociais, onde sempre “fomos receptivas a qualquer organizaçom política, sindical, ambientalista, feminista, de defesa da língua ou de qualquer outra índole que se mova no campo do soberanismo”.

Assim mesmo o seu discurso transmitiu “que a acumulaçom de forças para a causa soberanista chegara da disputa dos espaços comuns e públicos já existentes” e “da construçom e alargamento dos espaços como as escolas Semente, os Centros Sociais ou os meios de comunicaçom galegos que só dependem do nosso esforço e cujo desenvolvimento deve servir para a transformaçom social”.

Bruno Lopes concluiu enfatizando a responsabilidade coletiva que temos como galegas e galegos e salientando que a nova ferramenta de confluência deve converter-se num referente social, que nom transmita “debilidade nem sectarismo” e sim “fortaleza e consenso em torno das reivindicaçons mais vitais”.

Tomariam também a palavra o resto das representantes, que dos seus respetivos espaços, mundo da cultura, sindicalismo operário, agrarismo ou o movimento estudantil figérom referência a necessidade de dotar a Galiza dum espaço que articule a defesa dos interesses nacionais do nosso país. A atuaçom do gaiteiro Xosé Manuel Sánchez e o canto do Hino Galego marcou o fim da apresentaçom da Plataforma Via Galega.

Diversos meios estatais dérom eco ao evento, tentado vincular Via Galega com o processo sobernista na Catalunha, etiquetando a ferramenta e vertendo informaçons tóxicas para a sua imagem, umhas críticas e manipulaçons que podem indicar a sua potencialidade e o necessário da extensom da mesma e assim como a sua visível utilidade.

1 O Banquete de Conjo constitui um ato fraternal entre operários, artesaos, estudantes e intelectuais da comarca de Compostela. De teor democrático e socialista, os discursos pronunciados expressárom os valores em prol da recuperaçom da cultura e identidade galega, assim como a igualdade entre o género humano. Entre os promotores de mais sona, destacam: Luís Rodrigues Seoane, Eduardo Pondal e Aurélio Aguirre

2 Maria Xosé Bravo San Jose é umha educadora e militante nacionalista galega é resaltavel o seu papel como conselheira de Cultura e Museus na Corporaçom Municipal da Corunha trás as Eleiçons municipais do 2007.

3 Suso Seixo é um histórico sindicalista galego, que começou a sua vinculaçom com o mundo sindical no 1978 como um dos membros fundadores da Intersindical Nacional de Trabalhadores Galegos (INTG). Destaca o seu papel na configuraçom da Confederaçom Sindical Galega (CIG) de que foi secretário-geral desde o ano 2001 até o passado VII Congresso Confederal, em que foi relevado por Paulo Carril.

4 Bruno Lopés Teixeiro é um militante da esquerda independentista, na atualidade destacado ativista na Fundaçom Artábria na comarca de Trasancos e em diversas iniciativas lingüísticas e culturais.

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